Aprendizagem, Caminhos de sucesso, Educação

1 Estratégia que pode fazer a diferença nos Exames Nacionais

Estamos a menos de uma semana do início dos Exames Nacionais e, para qualquer estudante que se está a preparar para o fazer, começa a sentir-se um pouco mais nervoso, a cada dia que passa, sendo por isso, muito importante estar bem preparado para esse grande dia.

E por falar em preparação, eu gostaria de partilhar consigo uma estratégia que se utiliza muito nos Desportos coletivos (eu, pelo menos utilizava quando era treinador de Futebol) e também nas Forças Armadas, que vai ajudar o seu filho(a) a estar completamente preparado, mais confiante e tranquilo nesse dia.

Se não quiser ler, poderá escutar AQUI.

A estratégia chama-se: Treinar como se estivesse no dia do Exame.

Quando eu estava no futebol de formação, enquanto Treinador, nós preparávamos os próximos jogos em função do adversário que iríamos defrontar. Por exemplo: nós treinávamos e fazíamos os nossos jogos oficiais num campo de relva sintética, mas quando íamos defrontar uma equipa adversária que jogasse num campo de relva natural, alguns dos treinos dessa semana iriam ser realizados num campo de relva natural, para que os jogadores pudessem estar o mais bem preparados para a realidade que iriam encontrar.

Então, qual é a minha sugestão?
Que o teu filho(a) possa fazer exatamente o mesmo em relação à preparação do Exame.

Quero que tenha em sua posse entre 5 a 10 exames tipo, ou de anos anteriores ou de um livro de exames e nos próximos dias quero que simule que está a realizar o Exame, seguindo as mesmas condições que terá na escola, ou seja:
– Respeitar o Tempo
Colocar o telemóvel em modo de voo e ativar o alarme para quando faltarem 10 minutos para terminar o tempo regular e mais 10 minutos quando estiver para terminar o tempo de tolerância.

– Respeitar o Material que pode ter consigo
Se só pode ter uma caneta para realizar o exame, então em cima da sua mesa só poderá existir mesmo uma caneta e nada mais.

– Escolher um local sossegado da casa
Da mesma forma que vai encontrar na escola, escolher em casa um local onde não será interrompido e onde terá a tranquilidade necessária para realizar o Exame.

– Não ter acesso às soluções
Enquanto estiver a fazer o Exame, não deverá consultar as soluções nem pedir ajuda quando tiver dúvidas.

– Realizar esta atividade em pares
Por último, combinar com um colega dele que também vai fazer o mesmo exame, de preferência uma pessoa que tenha tido melhores resultados escolares ao longo do ano letivo, para ambos simularem que estão a fazer o exame. E isto para quê? Para que cada um deles possa enviar o exame realizado ao outro e assim possam corrigir o exame e explicar ao colega como poderia ter feito melhor, usando as suas próprias palavras e fazendo recurso dos seus conhecimentos da matéria.

E o que pode ganhar com esta estratégia?
1. Criar uma rotina que vai semelhante à que deseja ter no dia do exame;
2. Ao Treinar-se como se estivesse no dia do Exame vai aperceber-se de aspetos que pode melhorar, por exemplo, quando tem dúvidas em algum exercício tem tendência para perder tempo ou ficar mais nervoso. Com esta informação poderá procurar algum profissional que o possa ajudar a gerir estes momentos;
3. O facto de ter um colega com quem aplicar esta estratégia, onde poderá corrigir o seu exame, poderá ajudar a ter uma perspetiva e explicação diferente para a realização dos vários exercícios do Exame. Quando eu analiso e corrijo o exame, obriga-me a comparar respostas, formas de pensar que serão complementadas com a “discussão” em conjunto sobre as respostas. é uma forma diferente de aplicar o conhecimento que tenho, fazendo uso da minha mente para explicar ao meu colega, com as minhas próprias palavras.

E pronto!
Esta era a estratégia que eu queria partilhar consigo e que tenho a certeza que irá ser uma mais valia para o caminho de sucesso que o seu filho(a) já está a trilhar.

Aproveite e, se tiver dúvidas, comente ou envie uma mensagem.
Muito obrigado por ter lido este artigo! 🙂


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Habilidade ou Sorte

Independentemente das nossas circunstâncias e condições atuais, quando algo nos acontece, o mais importante são as decisões que iremos tomar em função das “cartas” que temos nas mãos.

E o que devemos fazer para aumentarmos a probabilidade de sucesso nas nossas decisões?

Quanto mais desenvolvermos as nossas competências pessoais, melhores decisões iremos tomar e mais sorte, aparentemente, iremos ter. As consequências de cada decisão tomada podem ser vistas em dois patamares: pela negativa ou pela positiva, isto é, ou aprendo ou evoluo como pessoa.

Resumindo esta questão: as decisões são apenas decisões, a forma como interpretas o resultado de cada decisão é que vai determinar os teus resultados futuros e “rotular-te” como uma pessoa competente e com sorte!

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Um ato de generosidade pode…

A melhor forma de se sentir bem consigo próprio é praticar um generoso ato de bondade, ou seja, ajudar outra pessoa sem ter qualquer expectativa de receber algo em troca, apenas auxiliar alguém que está a precisar de ajuda.

Para quem não sabe a Oxitocina é um hormônio produzido no cérebro, mais precisamente no hipotálamo, e que tem a função de:
– Ajudar a mulher no parto do recém nascido;
– Estimular a libertação do leite materno;
– Desenvolver o apego e a empatia entre as pessoas;
– Modular a sensibilidade ao medo (principalmente ao desconhecido).

É muitas vezes apelidada como o hormônio do amor porque nos faz sentir bem, torna-nos mais amáveis, diminui a nossa ansiedade e ajuda-nos a ser mais empáticos com os outros. Esta particularidade é muito importante porque quando ajudamos alguém, independentemente de ser um conhecido ou desconhecido, estimulará a produção deste hormônio no nosso organismo, fazendo-nos sentir bem e condicionando o nosso comportamento futuro.

Quantos mais atos de generosidade tivermos maior é a probabilidade de continuarmos a tê-los no futuro e, como consequência, a sentirmos-nos muito bem. E isto é válido para quem ajuda como para quem é ajudado.

Como pai/mãe, esta é uma excelente oportunidade para ensinar o seu filho(a) a ser mais generoso com os outros, ensinando-o(a) a praticar estes atos de bondade, para que ele(a) também se sinta bem consigo próprio, ajudando(a) a ultrapassar momentos emocionais mais difíceis na sua própria vida.

Esta é a forma que a natureza tem para nos mostrar o quanto é importante praticarmos estes atos de bondade para com o nosso semelhante, reforçando a ligação empática entre o ser humano e contribuindo para diminuir os níveis de agressividade e atritos que acabamos por observar no dia a dia.

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Brincar é importante porque

Brincar é o “trabalho” mais importante para as crianças e o que permite iniciar o desenvolvimento de competências fundamentais para elas, de uma forma lúdica e utilizando o corpo todo (não apenas o cérebro).

O brincar começa em casa.
É uma experiência familiar e nela podemos assumir vários “personagens” que nos levam a ultrapassar adversidades, aprender a cair, a lidar com as nossas emoções, a conhecer o nosso corpo, a comunicar com o outro, a cooperar e ajudar, e a dar um significado maior à sua curiosidade e ao pensamento divergente.

Melhor do que eu para falar deste tema, é mesmo lerem o artigo de hoje do Professor Carlos Neto, com quem tive o privilégio de estar por altura do meu Mestrado, onde me inspirou a realizar a minha tese no Brincar entre Pais e Filhos, e o quanto aprendi sobre este tema determinante para a sobrevivência da nossa espécie.

Ler o artigo AQUI.

Eu olho para o brincar como uma espécie de preparação para a vida adulta, que pode ensinar tanto à criança, em tão pouco tempo e com poucos recursos. Mas precisa de ti, sim de ti que és pai e mãe. Tu és muito importante para ensinares o teu filho(a) a brincar. Dedica algum tempo da tua semana a fazer as maiores “parvoíces” com ele(a), volta ao teu tempo de criança e desfruta desses momentos únicos com ele(a).

Acredita quando te digo que a Saúde física, mental, emocional, social e espiritual do tgeu filho(a) vai beneficiar exponencialmente deste compromisso com o teu filho(a). Brinca mais com ele(a), utiliza a natureza e o ar livre, evita os brinquedos e façam uso do vosso corpo.

Educa-o(a) através do movimento!

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Um dos maiores erros que os Pais cometem

Não sei se a ti já te aconteceu mas a mim já: pedires algo ao teu filho(a) para fazer e parecer que ele(a) não escutou e lá vais tu voltar a repetir o pedido. Por exemplo: chamar para vir almoçar, levantar a horas para sairmos de casa cedo ou arrumar o quarto como fazemos todos os sábados. Para muitos pais que acompanho isto é uma dor de cabeça, estar sempre a repetir-se para que seja feita a tarefa pedida.

Gostaria de te dizer que não é por repetição que o nosso filho(a) vai fazer a tarefa pedida. Se ele(a) escutou o que foi pedido à primeira, é mais do que suficiente para ele(a) saber o que tem de fazer. Como, muito provavelmente, não é do seu agrado (ou não quer parar o que está a fazer) ele(a) vai protelar essa ação até que: você desista ou insista de forma ligeiramente diferente.

Se nós desistirmos vamos condicionar o comportamento do nosso filho(a) a manter este padrão, onde o desgaste do pai ou da mãe será muito maior porque para tarefas que não sejam do interesse do nosso filho(a) vai estar constantemente a pedir para fazer, talvez a elevar o tom de voz e, em algumas situações, a discutirem e ficarem chateados um com o outro.

Se optar por mudar ligeiramente a vossa postura a minha sugestão é a seguinte: se têm de sair às 8h30 de casa para poder deixá-lo(a) na escola, mas ele(a) gosta de ficar mais tempo na cama e você acaba por se atrasar nos seus compromissos, peço apenas que defina a hora de saída, comunique ao seu filho(a) e no dia seguinte você sai de casa à hora combinada, com ou sem ele. Só nessa altura é que ele(a) vai perceber que você está a falar a sério.

Para cada decisão há uma consequência.

Sem discussão, sem gritos e sem desgaste, você apenas cumpre com o que pediu.
Isto é válido para a maior parte das situações do nosso dia a dia, no entanto, há algumas diferenças de acordo com a idade dele(a). Por exemplo: se o seu filho tiver 7 anos, esta não seria a melhor estratégia. Podia usar outra que seria, por exemplo, estruturar o dia dele(a) com blocos para atividades e, se numa dessas nos atrasássemos, significaria que uma das atividades favoritas dele(a) que iria acontecer mais tarde, teria de ser encurtada.

“Filho(a), como nos atrasamos no início da manhã, temos de recorrer ao tempo da atividade seguinte para recuperá-lo.”
Garanto-te que ele(a) vai perceber rapidamente que tu não estás a brincar. 🙂

Experimenta.
Coloca em prática.
Se não te sentires confortável, ou sem saber o que fazer, escreve-me e pergunta que eu ajudo-te.

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