Aprendizagem, Educação, Emprego

O que decidir após o 12ºano?

Há uma pergunta que os pais costumam fazer-me frequentemente e à qual não resisto em partilhar convosco.

“Nelson o que posso fazer para ajudar o meu filho(a) a identificar o que pretende fazer profissionalmente no futuro?”

É uma pergunta com várias respostas, no entanto, se me perguntasses qual a estratégia mais valiosa que poderias utilizar, seria esta:

– Se o teu filho(a) ainda não chegou ao 9ºano, então tens uma oportunidade de ouro para lhe proporcionar experiências que o(a) vão ajudar a identificar o que pretende fazer no futuro e, facilitar, a tomada de decisão no 12ºano. Por experiências quero dizer:

1. Nas interrupções de aulas (Natal, Carnaval e Páscoa) e nas férias poder participar em projetos de voluntariado; “trabalhar” com os pais/avós/familiares amigos para saberem o que é trabalhar; incentivar a participação em concursos que envolvam a criação de algo, sozinho ou em grupo; estar envolvido em grupos de jovens que desenvolvem ações de apoio à comunidade; etc.

Tudo o que lhe puderes proporcionar de experiências, quer ele(a) lidere, quer trabalhe em equipa, ajudará a criar um contraste entre coisas que gosta e coisas de que não gosta; atividades que lhe fascina e outras nem tanto; experiência em trabalhar com outras pessoas ou a vontade de trabalhar mais sozinho.

A pior coisa que pode acontecer é estares perante um jovem que não te consegue dizer o que gosta, nem o que não gosta. É um sinal de alarme, uma vez que, provavelmente não teve experiências suficientes para mentalmente comparar. Consequência: vai adiar a tomada de decisão no 12ºano, ou vai seguir o “grupo”, ou vai sentir-se mais ansioso e deprimido porque não sabe o que decidir.

Ajuda o teu filho(a) a “crescer” com as experiências que o ensinarão a “crescer”.

Acompanha-me 👉👉👉 https://linklist.bio/sucesso

Aprendizagem, Caminhos de sucesso, Comunicação, Educação, Excelência Pessoal, Líderes, Melhores pessoas, Opinião, Relacionamentos

Pai, mãe,…porque não me compreendes?

Enquanto pais, temos muitas vezes aquela ideia de que sabemos mais do que os nossos filhos. Embora a experiência e o tempo de vida seja maior, por si só, não quer dizer que eu seja o dono da verdade. Às vezes, devo fazer um esforço para compreender aquilo que o meu filho(a) está a ver e a apresentar como justificação, caso contrário:

  • Achamos que sabemos porque razão ele(a) teve aquele comportamento e achamos como ele deve corrigir.
  • Achamos que sabemos mais sobre os temas da nossa vida diária e achamos que a nossa razão é melhor do que a deles.
  • Achamos que sabemos que atividades devem escolher e achamos que sabemos como devem fazê-lo corretamente.
  • Achamos que eles já são adultos para algumas coisas e depois tratamos os nossos filhos como crianças, achando que estamos a fazer deles adultos.

De facto, achamos que sabemos muitas coisas menos o que é mais importante – que não sabemos nada daquilo que achamos saber, principalmente, sobre os nossos filhos. Da próxima vez, parte do princípio que não sabes, calça os sapatos do teu filho(a), vê o mundo com os seus óculos e compreenderás melhor que nada sabias sobre aquilo que achavas saber.

Por fim, quando assim o fizeres vais compreender que perguntar, escutar e sentir o teu filho(a) é o primeiro passo para verdadeiramente o conheceres melhor. Com isto vais conseguir mudar e para melhor a relação com eles.

Experimenta!

Aprendizagem, Educação, Motivação

De volta à escola: estratégias para os nossos filhos adaptarem-se ao uso da máscara

Este ano, o início das aulas estará marcado com as precauções e cuidados a ter com o vírus do Covid-19. Outro aspeto que tem sido muito comentado entre pais e encarregados de educação, é o uso obrigatório da máscara em meio escolar, pelos nossos filhos, principalmente pelos mais novos. Como é que elas irão lidar com esta situação? A esta pergunta responderei com algumas sugestões muito úteis:

  1. O ser Humano consegue adaptar-se
    Por mais difícil que pareça ser sempre nos soubemos adaptar quando assim foi necessário, independentemente das circunstâncias. Da mesma forma, as nossas crianças também irão conseguir adaptar-se a esta nova realidade, desde que haja o devido apoio dos pais e família.
  2. Familiarizar-se com a máscara
    Usar em casa e em algumas rotinas diárias mais curtas, onde os nossos filhos possam participar e nos ver com ela, podendo, paulatinamente integrar no seu dia a dia.
    Se forem mais pequenos, usar um dos seus peluches e colocar a máscara, ajuda nesta transição para a criança.
  1. Tornar a máscara um adereço
    Personalizar a máscara do seu filho(a) com as suas sugestões, permite criar um adereço único e ao qual ele(a) vai adorar.
    Criar uma coleção de máscaras que ele(a) poderá escolher e usar conforme o dia, a roupa que veste e o estado de espírito que sente, é sempre uma excelente estratégia.
  2. Gerir as emoções associadas ao uso da Máscara
    Dedicar alguns momentos da semana para estar com o seu filho(a) e auscultar a forma como se sente, perguntando como tem sido este desafio e ajudá-lo(a) a verbalizar algumas emoções associadas a esta fase. Também é muito útil, depois de verbalizarmos uma das emoções que a criança possa estar a sentir, ajudá-la a lidar com ela, encontrando formas de ultrapassar as consequências desagradáveis de a estarmos a sentir.
  3. Um futuro melhor
    Apesar de todas as restrições que há na escola e na sua vida diária, é importante lembrar que quando estamos em família estamos seguros, portanto, dedicar algum tempo a ele(a) e divertirem-se um pouco mais, ajudá-los-à a superarem estes momentos conturbados que estamos a viver. Para além disso, será importante falarmos com os nossos filhos e manter uma perspetiva positiva do futuro, acreditando que o melhor ainda está por chegar.

Estas são as minhas sugestões. E tu, o que tens feito para ajudar o teu filho(a) a superar este início de ano letivo?

Aprendizagem, Educação

Um dos melhores presentes que podes dar ao teu filho

Não há nada que faça uma pessoa chegar mais longe do que sentir-se capaz de conseguir aquilo a que se propõe concretizar. Como dizia Roosevelt: “Acredite que consegue e terá percorrido metade do caminho”.

Uma das histórias que ilustra muito bem a importância que os Pais têm na construção da confiança dos seus filhos é a seguinte:
– Era uma vez uma mãe que tinha dois filhos, de 5 e 7 anos de idade. Um dia a mãe decide sair de casa e deixar de forma irresponsável os seus dois filhos no quarto a brincar sozinhas. Sem se aperceberem um incêndio inicia-se na casa e os irmãos não dão por nada até sentirem o fumo das chamas a passar por debaixo da porta do seu quarto. Sem terem muito tempo para pensar, os irmão decidem ir à janela do quarto, abrem-na e com muito esforço conseguem desengatar a escada de emergência que estava do lado de fora do quarto, descendo em passo largo até à rua de sua casa. Estupefactos, vizinhos e curiosos comentavam tal proeza das crianças e decidem perguntar ao chefe de bombeiros, que por esta altura já se encontrava a comandar os seus homens para apagar o fogo, e questionar como tal foi possível. O Chefe de bombeiros sem qualquer dúvida afirmou: “Conseguiram descer porque não havia nenhum adulto ao pé que lhes dissesse que eles não iam ser capazes de fazê-lo sozinhas”.

Sabes que a confiança que os teus filhos têm depende diretamente da confiança que depositas neles. Se acreditas que o teu filho(a) é capaz, ages em consonância com essa tua crença e não “controlas” todos os seus passos.

Para ajudares a desenvolver a confiança do teu filho(a) partilho contigo uma sugestão muito prática e simples. Quando o teu filho se depara com um obstáculo ou desafio pela frente, ao invés de lhe dizeres como deve fazer, pergunta-lhe como ele acredita que pode fazer. Deixa-me dar um exemplo. Vamos aproveitar o momento atual de início de ano letivo. Se pretendes que o teu filho melhore os seus resultados escolares pergunta:
1. Qual é o objetivo que pretendes alcançar este ano letivo? Que média pretendes alcançar?
2. O que podes fazer e que depende só de ti, que te irá ajudar a alcançar esse objetivo?
3. Quando estás disposto a começar essas ações?
4. No final do primeiro período analisamos em conjunto o que correu menos bem e o que correu bem, colocando do lado dele(a) a reflexão sobre os seus próprios desempenhos.

Quando parte da crença do teu filho a resolução dos seus próprios problemas, há uma maior satisfação interior e sensação de crescimento pelo facto de ser ele(a) a definir as suas próprias estratégias e a passar pela experiência de as ultrapassar.

Experimenta!
Reconhece o esforço do teu filho(a)!
Vibra com ele nas suas vitórias e apoia-o nos seus fracassos!

Caminhos de sucesso, Educação, Sonhos

Que tipo de filho deseja ter?

Imagine o seu futuro daqui a 5, 10, 15 ou 20 anos? Que tipo de filho deseja ter? Com que postura no trabalho deseja que ele venha a ter? Que opinião deverá ter sobre si mesmo? E como serão as relações com os seus amigos? E como será a relação com ele mesmo?

No nosso curso – Super Pais, há um módulo em que gosto de trabalhar com os Pais e que permite desenhar a sua Visão (casal, sempre que possível) a médio e longo prazo, descrevendo quais seriam os resultados de uma vida em família, passados todos esses anos.

Curioso ou não, é uma daquelas atividades em que os Pais, na sua esmagadora maioria, nunca refletiram sobre isso, muito menos conversar com a sua cara-metade para saber o que cada um pensa sobre o futuro em conjunto, e do que pretendem dos filhos que venham a ter.

Um autor de referência na área empresarial, de seu nome Stephen Covey, tem um excelente ponto de vista – se quiser algo, dê início ao processo sempre com a meta final em vista.

Numa vida em casal, programar a vinda de um filho é sempre um momento muito especial e único na vida de qualquer pessoa, por vezes, antes mesmo de ele nascer, já se compram as roupinhas, remodela-se o quarto e personaliza-se com as cores que vão dar cor à vida do nosso filho. Mas depois esquecemos de pensar no futuro dos nossos filhos e do que desejamos para eles, pelo menos, numa conversa aberta do casal, com ideias bem definidas do que cada um acha e do que pretendem que seja o guia do casal ao longo da vida.

Por outras palavras, dedique algum tempo com a sua cara-metade e pense no seguinte:

– Se quiser ter filhos meigos, ensine-os a ser assim desde pequenos;

– Se quiser ter filhos que venham a tornar-se adultos responsáveis, transmita essa responsabilidade desde pequenos;

– Se quiser ter filhos que gostem de passar tempo consigo, comece já a pôr umas horas de lado para passar tempo com eles, evitando perder-se na correria do seu dia a dia;

Enfim, eu poderia continuar com as sugestões, mas estou certo de que já compreendeu a importância do tema e como pode coloca-lo em prática. Mesmo que os seus filhos já estiverem mais crescidos, insista e dê o melhor de si para ter os filhos que tanto deseja na sua família.